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Bittencourt Project - Brainworms - I

Gravadora
Voice Music
Ano
2008
Duração
57 min
Faixas
1. Dedicate My Soul
2. Holding Back The Fire
3. Torment Of Fate
4. The Dark Side Of Love
5. Nightfly
6. The Underworld
7. Faded
8. Santa Teresa
9. O Pastor
10. Comendo Melancia
11. Primeiro Amor
12. Nacib Veio (bônus)
2. Holding Back The Fire
3. Torment Of Fate
4. The Dark Side Of Love
5. Nightfly
6. The Underworld
7. Faded
8. Santa Teresa
9. O Pastor
10. Comendo Melancia
11. Primeiro Amor
12. Nacib Veio (bônus)
Integrantes
.Rafael Bittencourt: voz e guitarra
.Ricardo Confessori: bateria
.Kiko Loureiro: piano
.Amon Lima: violino
.Marcell Cardozo: bateria
.Valentino: percussão
.Tony SZ: percussão
.Felipe Andreoli: baixo
.Fernando Nunes: baixo
.Fabrizio Di Sarno: teclado
.Nei Medeiros: teclado
.Frank Djoni: acordeão
.Ricardo Confessori: bateria
.Kiko Loureiro: piano
.Amon Lima: violino
.Marcell Cardozo: bateria
.Valentino: percussão
.Tony SZ: percussão
.Felipe Andreoli: baixo
.Fernando Nunes: baixo
.Fabrizio Di Sarno: teclado
.Nei Medeiros: teclado
.Frank Djoni: acordeão
Por Edson Rocha
02/04/2009
’Quem ta cantando nesse álbum do Bittencourt?’. ‘Ele mesmo’. ‘Ahn!? Brincou!’. Essa foi a minha reação quando fiquei sabendo que o próprio Rafael Bittencourt havia assumido os vocais do seu primeiro álbum solo. E não foi somente minha. Muita gente que ouviu o trabalho pela primeira vez também ficou surpreso (a não ser aqueles mais informados que conheciam os detalhes do disco). Surpreendente também foi a abordagem que o guitarrista deu a esse seu debut. Ao invés de soltar um trabalho puramente instrumental, onde dedilhasse milhares de notas por segundo, resolveu assumir o microfone, escrever as letras e chamar alguns convidados para tocar com ele. E assim surgiu Brainworms - I.
E Bittencourt não parou por aí. Ao invés de fazer um trabalho semelhante ao da sua banda, o Angra, ele resolveu dar uma roupagem mais diversificada às composições. Não que tenha fugido completamente do estilo Angra de compor, mas pode-se notar que a direção musical foi baseada mais no “experimentalismo” do que na demonstração de uma técnica apurada. A mistura com ritmos brasileiros é bem evidente, e a pegada do álbum é mais próxima do rock do que do heavy metal.
Algumas músicas poderiam ter entrado no álbum Holy Land do Angra, como “Nightfly”, “Santa Teresa” e “Nacib Véio”, devido as suas influências mais regionais. “Dedicate My Soul”, “Holding Back My Fire” e “Torment of Fate” (com direito a introdução de sanfona - ou acordeão - como queiram) são as mais vibrantes. Agora, como é um álbum para surpreender, não se pode deixar de citar a versão metálica de “O Pastor”, do grupo português Madredeus, que ficou fantástica! Ao lado de “Nacib Véio”, também cantada em português, considero uma das melhores faixas de Brainworms - I. O caro Bittencourt deveria gravar um álbum só com versões “metalizadas” de músicas em português, pois sua voz rasgada se encaixou perfeitamente com essas músicas. Como pontos menos interessantes do trabalho eu citaria “The Dark Side of Love” que, além de longa, parece não deslanchar. É uma faixa cansativa. “The Underworld” é outra que fica abaixo da média. Não que seja ruim, ela tem momentos muito bons, mas não mantém o mesmo nível em matéria de riffs que as outras músicas.
Brainworms - I é um trabalho que me surpreendeu. É um daqueles álbuns que pode não agradar muito “metalhead”, pois exige que o ouvinte tenha uma cabeça mais aberta. É muito bem composto, tem convidados que realmente sabem o que fazem e mesmo que você não goste não pode negar que é deveras interessante. As intervenções de piano, teclados, violino, acordeão e percussão dão suporte a belas composições. E o vocal de Bittencourt, mesmo não sendo fenomenal, compensa com muita energia e um timbre muito bom. E que o próximo não demore a chegar (com mais canções em português, ein).
02/04/2009
’Quem ta cantando nesse álbum do Bittencourt?’. ‘Ele mesmo’. ‘Ahn!? Brincou!’. Essa foi a minha reação quando fiquei sabendo que o próprio Rafael Bittencourt havia assumido os vocais do seu primeiro álbum solo. E não foi somente minha. Muita gente que ouviu o trabalho pela primeira vez também ficou surpreso (a não ser aqueles mais informados que conheciam os detalhes do disco). Surpreendente também foi a abordagem que o guitarrista deu a esse seu debut. Ao invés de soltar um trabalho puramente instrumental, onde dedilhasse milhares de notas por segundo, resolveu assumir o microfone, escrever as letras e chamar alguns convidados para tocar com ele. E assim surgiu Brainworms - I.
E Bittencourt não parou por aí. Ao invés de fazer um trabalho semelhante ao da sua banda, o Angra, ele resolveu dar uma roupagem mais diversificada às composições. Não que tenha fugido completamente do estilo Angra de compor, mas pode-se notar que a direção musical foi baseada mais no “experimentalismo” do que na demonstração de uma técnica apurada. A mistura com ritmos brasileiros é bem evidente, e a pegada do álbum é mais próxima do rock do que do heavy metal.
Algumas músicas poderiam ter entrado no álbum Holy Land do Angra, como “Nightfly”, “Santa Teresa” e “Nacib Véio”, devido as suas influências mais regionais. “Dedicate My Soul”, “Holding Back My Fire” e “Torment of Fate” (com direito a introdução de sanfona - ou acordeão - como queiram) são as mais vibrantes. Agora, como é um álbum para surpreender, não se pode deixar de citar a versão metálica de “O Pastor”, do grupo português Madredeus, que ficou fantástica! Ao lado de “Nacib Véio”, também cantada em português, considero uma das melhores faixas de Brainworms - I. O caro Bittencourt deveria gravar um álbum só com versões “metalizadas” de músicas em português, pois sua voz rasgada se encaixou perfeitamente com essas músicas. Como pontos menos interessantes do trabalho eu citaria “The Dark Side of Love” que, além de longa, parece não deslanchar. É uma faixa cansativa. “The Underworld” é outra que fica abaixo da média. Não que seja ruim, ela tem momentos muito bons, mas não mantém o mesmo nível em matéria de riffs que as outras músicas.
Brainworms - I é um trabalho que me surpreendeu. É um daqueles álbuns que pode não agradar muito “metalhead”, pois exige que o ouvinte tenha uma cabeça mais aberta. É muito bem composto, tem convidados que realmente sabem o que fazem e mesmo que você não goste não pode negar que é deveras interessante. As intervenções de piano, teclados, violino, acordeão e percussão dão suporte a belas composições. E o vocal de Bittencourt, mesmo não sendo fenomenal, compensa com muita energia e um timbre muito bom. E que o próximo não demore a chegar (com mais canções em português, ein).



