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Tarja - My Winter Storm

Gravadora
Universal Music
Ano
2008
Duração
60 min
Faixas
01. Ite, Missa Est
02. I Walk Alone
03. Lost Northern Star
04. Seeking for The Reign
05. The Reign
06. The Escape of the Doll
07. My Little Phoenix
08. Die Alive
09. Boy and the Ghost
10. Sing for Me
11. Oasis
12. Poison (Alice Cooper Cover)
13. Our Great Divide
14. Sunset
15. Damned and Divine
16. Minor Heaven
17. Ciáran’s Well
18. Calling Grace
02. I Walk Alone
03. Lost Northern Star
04. Seeking for The Reign
05. The Reign
06. The Escape of the Doll
07. My Little Phoenix
08. Die Alive
09. Boy and the Ghost
10. Sing for Me
11. Oasis
12. Poison (Alice Cooper Cover)
13. Our Great Divide
14. Sunset
15. Damned and Divine
16. Minor Heaven
17. Ciáran’s Well
18. Calling Grace
Integrantes
.Tarja Turunen - Vocal
.Alexander Scholpp - Guitarra
.Doug Wimbish - Baixo
.Torsten Stenzel - Teclado e programação
.Mike Terrana - Bateria
Participações:
.Kiko Loureiro - Violão
.Martin Tillman - Cello
.Izumi Kawakatsu - Piano
.Jim Dooley - Orquestrações
.Lili Haydin - Violino
.Alexander Scholpp - Guitarra
.Doug Wimbish - Baixo
.Torsten Stenzel - Teclado e programação
.Mike Terrana - Bateria
Participações:
.Kiko Loureiro - Violão
.Martin Tillman - Cello
.Izumi Kawakatsu - Piano
.Jim Dooley - Orquestrações
.Lili Haydin - Violino
Por Edson Rocha
17/12/2008
Quanto maior a expectativa, maior também pode ser a decepção. Se você procurou ouvir esse álbum da ex-Nigthwish Tarja esperando encontrar um prosseguimento da sua passagem por essa banda, é quase certo de que não gostará do que vai ouvir. Por isso, se você ainda não ouviu, vá com calma. Não leia o livro porque gostou da capa. A carreira solo da Tarja não tem a pretensão de resgatar o seu passado ‘metálico’ ao lado do Nightwish. Tenho quase certeza, também, de que ela nunca falou algo do tipo nem nunca citou que resgataria alguma coisa.
A Universal Music apresenta: My Winter Storm. Convenhamos, essa chamada impressa na capa está mais para a de um filme, uma peça de teatro ou para uma ópera do que para um álbum de heavy metal. Mas não há nada de deslocado nessa introdução. É justamente uma união dessas artes que melhor representa esse trabalho da Tarja. Tanto que o álbum, mesmo não sendo conceitual, é dividido em três ‘atos’: “Ite, Missa Est”, “The Escape of the Doll” e “Sunset”. My Winter Storm mais parece uma ópera no uso dos vocais característicos de Tarja, instrumentalmente seria uma trilha sonora, com suas orquestrações e uso de guitarras, e uma peça de teatro, onde Tarja representa algumas personagens - que podem ser conferidas no encarte do trabalho. Por isso, não há como exigir algo que não fazia parte da intenção da autora, e esse álbum deve ser encarado de outra forma. Faltou peso? Guitarras distorcidas? Velocidade? Em nenhum momento pareceu que ela quis fazer um trabalho com essas características.
Sob esse ponto de vista podemos dizer My Winter Storm é um álbum sinfônico com algumas músicas mais pesadas, como por exemplo: “I Walk Alone”, “Poison”(cover do Alice Cooper), “Die Alive” e “Ciaran´s Well” (essa pode ser a que mais lembre o seu passado no Nightwish). Ao invés de um álbum voltado para a guitarra, esse é voltado para as orquestrações. Algumas faixas começam bem sinfônicas, como se a Tarja estivesse fazendo uma introdução. E logo depois começam a entrar os outros instrumentos, como a bateria e a guitarra.
A cantora está em sua melhor forma. Tanto nos vocais líricos quanto nos mais ‘naturais’, ela demonstra que está muito a vontade. Para comprovar isso, ouça a emocionante “Sing for Me”, uma das melhores músicas do álbum. A sua performance é irrepreensível. Pode ser considerada o ponto forte de todo este trabalho. Nem as orquestrações do compositor Jim Dooley, que já contribuiu com trilhas de filmes como Madagascar, Código Da Vinci, Piratas do Caribe, Simpsons e muitos outros, foram capazes de superar as interpretações da cantora.
My Winter Storm pode não ser o que você seguidor da carreira da Tarja esperava, mas nem por isso é um trabalho de baixa qualidade. Pelo contrário. Também não é um clássico - nem no sentido musical - mas para quem gosta de tipos de músicas mais diversos e orquestrados/atmosféricos, vale muito a pena uma conferida.
17/12/2008
Quanto maior a expectativa, maior também pode ser a decepção. Se você procurou ouvir esse álbum da ex-Nigthwish Tarja esperando encontrar um prosseguimento da sua passagem por essa banda, é quase certo de que não gostará do que vai ouvir. Por isso, se você ainda não ouviu, vá com calma. Não leia o livro porque gostou da capa. A carreira solo da Tarja não tem a pretensão de resgatar o seu passado ‘metálico’ ao lado do Nightwish. Tenho quase certeza, também, de que ela nunca falou algo do tipo nem nunca citou que resgataria alguma coisa.
A Universal Music apresenta: My Winter Storm. Convenhamos, essa chamada impressa na capa está mais para a de um filme, uma peça de teatro ou para uma ópera do que para um álbum de heavy metal. Mas não há nada de deslocado nessa introdução. É justamente uma união dessas artes que melhor representa esse trabalho da Tarja. Tanto que o álbum, mesmo não sendo conceitual, é dividido em três ‘atos’: “Ite, Missa Est”, “The Escape of the Doll” e “Sunset”. My Winter Storm mais parece uma ópera no uso dos vocais característicos de Tarja, instrumentalmente seria uma trilha sonora, com suas orquestrações e uso de guitarras, e uma peça de teatro, onde Tarja representa algumas personagens - que podem ser conferidas no encarte do trabalho. Por isso, não há como exigir algo que não fazia parte da intenção da autora, e esse álbum deve ser encarado de outra forma. Faltou peso? Guitarras distorcidas? Velocidade? Em nenhum momento pareceu que ela quis fazer um trabalho com essas características.
Sob esse ponto de vista podemos dizer My Winter Storm é um álbum sinfônico com algumas músicas mais pesadas, como por exemplo: “I Walk Alone”, “Poison”(cover do Alice Cooper), “Die Alive” e “Ciaran´s Well” (essa pode ser a que mais lembre o seu passado no Nightwish). Ao invés de um álbum voltado para a guitarra, esse é voltado para as orquestrações. Algumas faixas começam bem sinfônicas, como se a Tarja estivesse fazendo uma introdução. E logo depois começam a entrar os outros instrumentos, como a bateria e a guitarra.
A cantora está em sua melhor forma. Tanto nos vocais líricos quanto nos mais ‘naturais’, ela demonstra que está muito a vontade. Para comprovar isso, ouça a emocionante “Sing for Me”, uma das melhores músicas do álbum. A sua performance é irrepreensível. Pode ser considerada o ponto forte de todo este trabalho. Nem as orquestrações do compositor Jim Dooley, que já contribuiu com trilhas de filmes como Madagascar, Código Da Vinci, Piratas do Caribe, Simpsons e muitos outros, foram capazes de superar as interpretações da cantora.
My Winter Storm pode não ser o que você seguidor da carreira da Tarja esperava, mas nem por isso é um trabalho de baixa qualidade. Pelo contrário. Também não é um clássico - nem no sentido musical - mas para quem gosta de tipos de músicas mais diversos e orquestrados/atmosféricos, vale muito a pena uma conferida.



