Destruction - D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.

Gravadora
Laser Company/Nuclear Blast
Ano
2008
Duração
48 min
Faixas
01. D.evolution
02. E.levator To Hell
03. V.icious Circle - The Seven Deadly Sins
04. O.ffenders Of The Throne
05. L.ast Desperate Scream
06. U.rge (The Greed Of Gain)
07. T.he Violation Of Morality
08. I.nner Indulgence
09. O.dyssey Of Frustration
10. N.o One Shall Survive
Integrantes
.Schmier: Vocals, Bass
.Mike: Guitars
.Marc Reign : Drums
Por Edson Rocha
12/12/2008


Você percebe que um álbum foi planejado antes dele começar a tocar. Observando a diagramação do encarte, o trabalho realizado na capa e os nomes das letras, você passa a ter a impressão de que tudo foi previamente pensado. Percebendo esses aspectos você começa a se dar conta de que a banda não se ateve somente a ensaiar um pouco, entrar em estúdio, começar a tocar e terminar tudo em 3 dias. Houve uma premeditação. E quando você coloca o CD pra tocar e tudo isso é confirmado pelas composições: a sensação é a melhor possível. E é exatamente isso o que acontece em D.E.V.O.L.U.T.I.O.N., o novo álbum dos thrashers alemães do Destruction.

Para começar, o título é uma sigla, onde cada letra dela é também a letra inicial do nome de cada música. A capa é simplesmente destruidora - ou melhor - uma verdadeira destruição (sem trocadilho). Ela parece mostrar todos os tipos de tragédias, atrocidades, terrores, medos e etc, dos dias atuais. E se você olhá-la de longe, também é a imagem clichê de uma caveira. Internamente, as imagens bizarras se espalham pelo encarte. Pode-se dizer que ele é bem explícito. Não chega a ser um encarte de splatter/gore, mas é bem ‘contundente’. Mas vamos apertar o play.

Logo de cara, podemos perceber que D.E.V.O.L.U.T.I.O.N apresenta algumas faixas relativamente longas para o estilo. Algumas passam dos 5 minutos. Isso também reflete na sonoridade apresentada. As músicas chegam a ser relativamente complexas. Não é o thrash oitentista rápido, direto e com muitos solos. A banda evoluiu musicalmente. Mesmo sendo fiel ao estilo, ela deu uma encorpada em seu som e compôs músicas bem variadas. Tem até uns toques mais modernos em alguns riffs, que lembram o Arch Enemy, que aparecem mesclados em cada música. Ou seja, o Destruction consegue alternar uma melodia mais ‘old school’ com outra mais atual em cada faixa. Mas como a mixagem é muito boa, você pode nem se dar conta disso. E nem precisa: o que importa para o ouvinte é bater cabeça e tentar alguns acordes na sua guitarra imaginária.

Os destaques ficam por conta de D.E.V.L.O.N., pois são as faixas que mais sobressaem aos ouvidos, sejam por suas velocidades, sejam por seus refrões ou pelo teor de destruição. As outras ‘Letras’ também são muito boas, embora pareçam simples ‘clonagens’ de outros hinos do thrash e desse mesmo trabalho. A evolução mesmo fica por conta desses destaques citados.

Um dos poucos pontos negativos de D.E.V.O.L.U.T.I.O.N é a atuação do vocalista Schmier, que mesmo sendo muito bom, às vezes dá uma enjoada. A sua performance esgarniçada, quando não é bem dosada, satura a audição, como faz, por exemplo (mas querer comparar), o Dani Filth (Cradle of Filth).

Ah, e o álbum ainda conta com a participação de Jeff Waters (Annihilation), Gary Holt (Exodus) e Vinnie Moore (UFO). Ao contrário do título, podemos considerar D.E.V.O.L.U.T.I.O.N mais um degrau acima na evolução do thrash metal.

Nota

8.5

Redator

Nota

9.4

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Votos: 19


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