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Testament - The Formation of Damnation

Gravadora
Laser Company/Nuclear Blast
Ano
2008
Duração
49 min
Faixas
01. For The Glory Of
02. More Than Meets The Eye
03. The Evil Has Landed
04. Formation Of Damnation
05. Dangers of The Faithless
06. The Persecuted Won’t Forget
07. Henchman
08. Killing Season
09. Afterlife
10. F.E.A.R.
11. Leave Me Forever
02. More Than Meets The Eye
03. The Evil Has Landed
04. Formation Of Damnation
05. Dangers of The Faithless
06. The Persecuted Won’t Forget
07. Henchman
08. Killing Season
09. Afterlife
10. F.E.A.R.
11. Leave Me Forever
Integrantes
.Chuck Billy: vocais
.Eric Peterson: guitarras
.Alex Skolnick: guitarras
.Greg Christian: baixo
.Paul Bostaph: bateria
.Eric Peterson: guitarras
.Alex Skolnick: guitarras
.Greg Christian: baixo
.Paul Bostaph: bateria
Por Edson Rocha
08/12/2008
Nove longos anos se passaram desde o lançamento do excelente The Gathering. Pareceu uma eternidade, mas a espera valeu muito à pena. Isto porque é bem melhor esperar tanto tempo por um grande lançamento, do que ter um meia-boca a cada dois anos. Mas bem que o Testament poderia encurtar o prazo para o próximo álbum em alguns anos, não? Se a banda continuar com a mesma pegada desse The Formation of Damnation podemos esperar por novos clássicos do thrash metal, pois é nessa categoria que ele se encaixa.
Ao longo de 49 minutos podemos perceber que estamos diante de uma banda competentíssima. Thrash metal de primeira! Se é oitentista, noventista ou o ‘carambaísta’, isso não importa, pois antes de ser um álbum de thrash metal, é uma obra de arte da música pesada. Eu disse e repito: música. Fazer thrash metal simples e rápido é fácil. O difícil é fazer algo com identidade dentro do estilo.
O mais incrível em The Formation of Damnation, dentre outras coisas, é que mesmo sem ícones da música como Steve DiGiorgio (baixo), James Murphy (guitarra) e Dave Lombardo (!), presentes no anterior The Gathering, ele mantém a mesma energia, destreza, categoria, pegada e quaisquer outros bons adjetivos. Desta vez com a formação original, excetuando-se o batera Louie Clemente, que foi substituído por Paul Bostaph, a banda manteve o nível altíssimo do The Gathering, e porque não dizer do Low e do Demoniac. Chuck Billy pode falar com orgulho que já trabalhou com os melhores instrumentistas do gênero.
O Testament conseguiu fazer uma obrao atemporal novamente. Nada de ficar dizendo que é dessa ou daquela década. De cabo a rabo, The Formation of Damnation agrega o que tem de melhor no thrash metal. Se você quer simplesmente bangear, temos “More Than Meets the Eye” e seu ritmo cavalgado e arpejos melódicos momentâneos; “The Formation of Damnation”, rápida e pesada, destruidora de pescoços, com uma pegada bem mais “raiz”; e “Henchmen Ride”, que tem um refrão avassalador. As outras faixas misturam muito bem riffs um pouco mais cadenciados com os solos incríveis da dupla Peterson e Skolnick (principalmente deste último), tudo isto sem perder o peso e o invólucro característicos da banda. Ou seja, mesmo que não sendo tão rápido, tem qualidade, energia, show de melodias, e do próprio Chuck Billy, um dos melhores vocalistas do gênero - o maior ao lado do Tom Araya, na minha opinião.
Eu não poderia deixar de citar o produtor Andy Sneap que conseguiu uma sonoridade bem visceral, mas ao mesmo tempo bem polida e pesada. Todos os instrumentos estão no volume certo, mas a cozinha de Bostaph e Greg socam o estômago sem dó.
O álbum ainda traz um DVD com algumas imagens de estúdio, valendo mais como curiosidade. Agora nos resta esperar pelo próximo. Tomara que não demore mais nove anos e seja tão bom - ou melhor - que este The Formation of Damnation.
08/12/2008
Nove longos anos se passaram desde o lançamento do excelente The Gathering. Pareceu uma eternidade, mas a espera valeu muito à pena. Isto porque é bem melhor esperar tanto tempo por um grande lançamento, do que ter um meia-boca a cada dois anos. Mas bem que o Testament poderia encurtar o prazo para o próximo álbum em alguns anos, não? Se a banda continuar com a mesma pegada desse The Formation of Damnation podemos esperar por novos clássicos do thrash metal, pois é nessa categoria que ele se encaixa.
Ao longo de 49 minutos podemos perceber que estamos diante de uma banda competentíssima. Thrash metal de primeira! Se é oitentista, noventista ou o ‘carambaísta’, isso não importa, pois antes de ser um álbum de thrash metal, é uma obra de arte da música pesada. Eu disse e repito: música. Fazer thrash metal simples e rápido é fácil. O difícil é fazer algo com identidade dentro do estilo.
O mais incrível em The Formation of Damnation, dentre outras coisas, é que mesmo sem ícones da música como Steve DiGiorgio (baixo), James Murphy (guitarra) e Dave Lombardo (!), presentes no anterior The Gathering, ele mantém a mesma energia, destreza, categoria, pegada e quaisquer outros bons adjetivos. Desta vez com a formação original, excetuando-se o batera Louie Clemente, que foi substituído por Paul Bostaph, a banda manteve o nível altíssimo do The Gathering, e porque não dizer do Low e do Demoniac. Chuck Billy pode falar com orgulho que já trabalhou com os melhores instrumentistas do gênero.
O Testament conseguiu fazer uma obrao atemporal novamente. Nada de ficar dizendo que é dessa ou daquela década. De cabo a rabo, The Formation of Damnation agrega o que tem de melhor no thrash metal. Se você quer simplesmente bangear, temos “More Than Meets the Eye” e seu ritmo cavalgado e arpejos melódicos momentâneos; “The Formation of Damnation”, rápida e pesada, destruidora de pescoços, com uma pegada bem mais “raiz”; e “Henchmen Ride”, que tem um refrão avassalador. As outras faixas misturam muito bem riffs um pouco mais cadenciados com os solos incríveis da dupla Peterson e Skolnick (principalmente deste último), tudo isto sem perder o peso e o invólucro característicos da banda. Ou seja, mesmo que não sendo tão rápido, tem qualidade, energia, show de melodias, e do próprio Chuck Billy, um dos melhores vocalistas do gênero - o maior ao lado do Tom Araya, na minha opinião.
Eu não poderia deixar de citar o produtor Andy Sneap que conseguiu uma sonoridade bem visceral, mas ao mesmo tempo bem polida e pesada. Todos os instrumentos estão no volume certo, mas a cozinha de Bostaph e Greg socam o estômago sem dó.
O álbum ainda traz um DVD com algumas imagens de estúdio, valendo mais como curiosidade. Agora nos resta esperar pelo próximo. Tomara que não demore mais nove anos e seja tão bom - ou melhor - que este The Formation of Damnation.



