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Metallica - Death Magnetic

Gravadora
Universal Music
Ano
2008
Duração
74 min
Faixas
01. That Was Just Your Life
02. The End Of The Line
03. Broken, Beat & Scarred
04. The Day That Never Comes
05. All Nightmare Long
06. Cyanide
07. The Unforgiven III
08. The Judas Kiss
09. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse
02. The End Of The Line
03. Broken, Beat & Scarred
04. The Day That Never Comes
05. All Nightmare Long
06. Cyanide
07. The Unforgiven III
08. The Judas Kiss
09. Suicide & Redemption
10. My Apocalypse
Integrantes
.James Hetfield: guitars/vocals
.Kirk Hammett: guitars
.Robert Trujillo: bass
.Lars Ulrich: drums
.Kirk Hammett: guitars
.Robert Trujillo: bass
.Lars Ulrich: drums
Por Edson Rocha
22/09/2008
Tudo já foi dito. Death Magnetic foi esmiuçado em todos os seus detalhes: faixa-a-faixa, sentimentalmente, comparativamente, filosoficamente e psicologicamente (crise de meia- idade?). Até a sua mixagem foi analisada. Além disso, provavelmente você já o ouviu (comprando, “claro”). Então, por que mais um review? Porque deu vontade, oras. Alguns trabalhos você tem vontade de esquecer. Outros, como esse, dá vontade de falar sem parar, mesmo que muita coisa já tenha sido dita.
Como pode alguém não ter gostado desse álbum é a minha grande dúvida. Desde o primeiro instante em que ouvi Death Magnetic por inteiro até o momento deste review, não consigo passar um dia sem dar ‘play’ nele. A cada nova audição as músicas crescem (muita banda precisa desse fermento), os refrões ficam mais impregnados na minha cabeça (“Almost like your life, almost like your endless fight...”, “Waiting for the one, The Day that Never comes...”, “Breaking your teeth on the hard life coming, Show your scars...”, “Nevermind..., You’ve reached the end of the line”, etc). Ou Death Magnetic é uma lavagem cerebral concebida por cientistas headbangers inescrupulosos e o magnetismo do título faz todo o sentido, ou ele é simplesmente um álbum excelente, que é a teoria mais provável.
Tem que ser um fã muito devoto e fundamentalista para achar esse álbum ruim. “eu ouvia Master of Puppets todos os dias, o Kill ´Em All e o Ride the Lightning várias vezes durante a semana. A banda era pura, a essência estava intacta nessa época, agora depois do Black me sinto violada e o Metallica nunca mais vai voltar a ser o Metallica”; deve ser assim que se sentem algumas pessoas que odiaram Death Magnetic. Essa ladainha já encheu. Vamos virar o LP.
Death Magnetic não é o melhor álbum dos últimos anos, nem o melhor álbum de thrash metal da década. Temos os dois últimos trabalhos do Testament e o Christ Illusion do Slayer para provar, sem contar os trampos de Kreator e Destruction. Mas não tem como negar que musicalmente Death Magnetic é maravilhoso. Ele é composto por músicas longas, bem construídas, com muitas e excelentes variações e refrões grudentos. A maioria das faixas tem mais de 7 minutos de duração. Épicos do gênero. Agora o melhor disso tudo é que nenhuma delas dá vontade de ‘pular’. Adoro trabalhos assim, balanceados, com composições no mesmo nível. Melhor do que alguns ditos clássicos que só são chamados assim por terem alguns hinos que se tornaram clássicos, e não pelo conjunto da obra.
Os únicos “poréns” de Death Magnetic, que baixaram um pouco a qualidade apresentada, ficam por conta da mixagem, que satura várias vezes e embola os sons. O outro é o baterista Lars Ulrich. Mesmo não sendo uma tragédia, percebe-se que ele é mais limitado de todos na execução das músicas. Ainda que empolgue, dava pra fazer bem melhor. Quem sabe eles não recrutem o Dave Lombardo para o próximo álbum (sei que isso nunca vai acontecer, mas nem por isso estou chorando).
Se você gosta de heavy metal moderno com thrash, não pode reclamar. Agora, se você é um dos fundamentalistas, melhor se resignar e procurar outras bandas mais ‘trues’ para ouvir ao invés de partir para o bombardeio.
PS: Ao terminar esse review tive acesso a uma apresentação da banda tocando algumas músicas novas ao vivo. Se o álbum tivesse saído desta forma, teria levado 10.
22/09/2008
Tudo já foi dito. Death Magnetic foi esmiuçado em todos os seus detalhes: faixa-a-faixa, sentimentalmente, comparativamente, filosoficamente e psicologicamente (crise de meia- idade?). Até a sua mixagem foi analisada. Além disso, provavelmente você já o ouviu (comprando, “claro”). Então, por que mais um review? Porque deu vontade, oras. Alguns trabalhos você tem vontade de esquecer. Outros, como esse, dá vontade de falar sem parar, mesmo que muita coisa já tenha sido dita.
Como pode alguém não ter gostado desse álbum é a minha grande dúvida. Desde o primeiro instante em que ouvi Death Magnetic por inteiro até o momento deste review, não consigo passar um dia sem dar ‘play’ nele. A cada nova audição as músicas crescem (muita banda precisa desse fermento), os refrões ficam mais impregnados na minha cabeça (“Almost like your life, almost like your endless fight...”, “Waiting for the one, The Day that Never comes...”, “Breaking your teeth on the hard life coming, Show your scars...”, “Nevermind..., You’ve reached the end of the line”, etc). Ou Death Magnetic é uma lavagem cerebral concebida por cientistas headbangers inescrupulosos e o magnetismo do título faz todo o sentido, ou ele é simplesmente um álbum excelente, que é a teoria mais provável.
Tem que ser um fã muito devoto e fundamentalista para achar esse álbum ruim. “eu ouvia Master of Puppets todos os dias, o Kill ´Em All e o Ride the Lightning várias vezes durante a semana. A banda era pura, a essência estava intacta nessa época, agora depois do Black me sinto violada e o Metallica nunca mais vai voltar a ser o Metallica”; deve ser assim que se sentem algumas pessoas que odiaram Death Magnetic. Essa ladainha já encheu. Vamos virar o LP.
Death Magnetic não é o melhor álbum dos últimos anos, nem o melhor álbum de thrash metal da década. Temos os dois últimos trabalhos do Testament e o Christ Illusion do Slayer para provar, sem contar os trampos de Kreator e Destruction. Mas não tem como negar que musicalmente Death Magnetic é maravilhoso. Ele é composto por músicas longas, bem construídas, com muitas e excelentes variações e refrões grudentos. A maioria das faixas tem mais de 7 minutos de duração. Épicos do gênero. Agora o melhor disso tudo é que nenhuma delas dá vontade de ‘pular’. Adoro trabalhos assim, balanceados, com composições no mesmo nível. Melhor do que alguns ditos clássicos que só são chamados assim por terem alguns hinos que se tornaram clássicos, e não pelo conjunto da obra.
Os únicos “poréns” de Death Magnetic, que baixaram um pouco a qualidade apresentada, ficam por conta da mixagem, que satura várias vezes e embola os sons. O outro é o baterista Lars Ulrich. Mesmo não sendo uma tragédia, percebe-se que ele é mais limitado de todos na execução das músicas. Ainda que empolgue, dava pra fazer bem melhor. Quem sabe eles não recrutem o Dave Lombardo para o próximo álbum (sei que isso nunca vai acontecer, mas nem por isso estou chorando).
Se você gosta de heavy metal moderno com thrash, não pode reclamar. Agora, se você é um dos fundamentalistas, melhor se resignar e procurar outras bandas mais ‘trues’ para ouvir ao invés de partir para o bombardeio.
PS: Ao terminar esse review tive acesso a uma apresentação da banda tocando algumas músicas novas ao vivo. Se o álbum tivesse saído desta forma, teria levado 10.



