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Soulfly - Conquer

Gravadora
Roadrunner Records
Ano
2008
Duração
57 min
Faixas
01. Blood Fire War Hate
02. Unleash
03. Paranoia
04. Warmageddon
05. Enemy Ghost
06. Rough
07. Fall of the Sycophants
08. Doom
09. For Those About to Rot
10. Touching the Void
11. Soulfly VI
02. Unleash
03. Paranoia
04. Warmageddon
05. Enemy Ghost
06. Rough
07. Fall of the Sycophants
08. Doom
09. For Those About to Rot
10. Touching the Void
11. Soulfly VI
Integrantes
.Max Cavalera - vocals, guitar
.Joe Nunez - drums
.Marc Rizzo - guitar
.Bobby Burns - bass
.Joe Nunez - drums
.Marc Rizzo - guitar
.Bobby Burns - bass
Por Edson Rocha
07/08/2008
E o cara não pára! Após compor o primeiro álbum do Cavalera Conspiracy, em parceria com seu irmão Iggor, ele volta com todo o gás para lançar o sexto trabalho do Soulfly: Conquer. Esse “ressurgimento” do velho Max no ano de 2008 com trampos de peso dão a sensação de que ele quer se libertar definitivamente das amarras que o prendem ao Sepultura. Principalmente porque esses dois lançamentos se deram pouco tempo depois que uma grande quantidade de boatos surgiu dando conta de que ele voltaria - ou pretendia voltar - para sua antiga banda. Seriam essas declarações somente uma forma de promover os CDs dessas duas bandas? O que quer que tenha acontecido, uma coisa não dá para negar: Max está com a corda toda e muito inspirado, pois assim como o que aconteceu no Conspiracy, Conquer é um lançamento de peso que, mesmo não sendo o melhor da banda, ainda assim merece bastante atenção dos thrashbangers.
Conquer é um álbum ‘bem-feitinho’. A produção deixou o som bem cristalino, sem abrir mão do peso. As músicas estão bem ‘redondas’, certinhas, sem nenhum exagero tanto no experimentalismo quanto nas durações. Sabe quando tudo está muito bem encaixado, balanceado, moldado e etc? Então, Conquer está assim. E é aí que mora o problema.
O negócio é que a banda parece querer soar tão moderna e pesada, mas sem deixar de fazer um thrash de respeito, que algo ficou faltando. É um trabalho que algumas vezes - repito, ‘algumas vezes’ - torna-se sem vida, sem loucura, sem sujeira, sem personalidade. Certas passagens deixam uma sensação de. Como o ‘vazio’ que faltou na conclusão da frase anterior. Isso não quer dizer que falte agressividade e porradaria. Mas o que a banda tinha encontrado no Dark Ages, dessa vez ela não lembrou de utilizar.
Se você está no grupo dos que não gostaram do primeiro single do álbum, ‘Unleash’, não espere mudar de opinião após ouvir Conquer. Essa é uma das melhores faixas do álbum, se não for a melhor. O que falta de personalidade nas outras, essa tem de sobra. Outros destaques que podem ser citados são: “Blood Fire War Hate”, rápida e destruidora, que conta com a participação de David Vincent (Morbid Angel); “Fall of the Cycophants” e sua brutalidade e semelhança com os primórdios do Sepultura; e “For Those About to Rot” e sua levada com mais groove, quase tribal, com boas passagens de percussão e excelente trocadilho.
Deixando o lado metal de lado e falando dos ‘experimentalismos’, quase todas as músicas têm algumas pequenas surpresas, se é que se pode chamar assim. “Paranóia” tem trechos de hardcore e passagens acústicas; “For Those About to Rot” tem uns tambores egípcios e atmosfera que lembram o Nile; em “Rough” aparecem alguns sons eletrônicos, quase um industrial; e em “Doom” uma levada mais reggae deixa o agressividade de lado e traz a calmaria. Essas pequenas fugas do metal são até interessantes e diferenciam o trabalho do Soulfly de milhares de outras bandas.
No geral um trampo bem relevante de Max e Cia. Dá pra bater muita cabeça e se agitar, apesar dos momentos mais insossos. Daqui pra frente é aguardar o novo do Sepultura, bem como uma enxurrada de comparações e votações esdrúxulas no Orkut sobre qual é o melhor lançamento.
07/08/2008
E o cara não pára! Após compor o primeiro álbum do Cavalera Conspiracy, em parceria com seu irmão Iggor, ele volta com todo o gás para lançar o sexto trabalho do Soulfly: Conquer. Esse “ressurgimento” do velho Max no ano de 2008 com trampos de peso dão a sensação de que ele quer se libertar definitivamente das amarras que o prendem ao Sepultura. Principalmente porque esses dois lançamentos se deram pouco tempo depois que uma grande quantidade de boatos surgiu dando conta de que ele voltaria - ou pretendia voltar - para sua antiga banda. Seriam essas declarações somente uma forma de promover os CDs dessas duas bandas? O que quer que tenha acontecido, uma coisa não dá para negar: Max está com a corda toda e muito inspirado, pois assim como o que aconteceu no Conspiracy, Conquer é um lançamento de peso que, mesmo não sendo o melhor da banda, ainda assim merece bastante atenção dos thrashbangers.
Conquer é um álbum ‘bem-feitinho’. A produção deixou o som bem cristalino, sem abrir mão do peso. As músicas estão bem ‘redondas’, certinhas, sem nenhum exagero tanto no experimentalismo quanto nas durações. Sabe quando tudo está muito bem encaixado, balanceado, moldado e etc? Então, Conquer está assim. E é aí que mora o problema.
O negócio é que a banda parece querer soar tão moderna e pesada, mas sem deixar de fazer um thrash de respeito, que algo ficou faltando. É um trabalho que algumas vezes - repito, ‘algumas vezes’ - torna-se sem vida, sem loucura, sem sujeira, sem personalidade. Certas passagens deixam uma sensação de. Como o ‘vazio’ que faltou na conclusão da frase anterior. Isso não quer dizer que falte agressividade e porradaria. Mas o que a banda tinha encontrado no Dark Ages, dessa vez ela não lembrou de utilizar.
Se você está no grupo dos que não gostaram do primeiro single do álbum, ‘Unleash’, não espere mudar de opinião após ouvir Conquer. Essa é uma das melhores faixas do álbum, se não for a melhor. O que falta de personalidade nas outras, essa tem de sobra. Outros destaques que podem ser citados são: “Blood Fire War Hate”, rápida e destruidora, que conta com a participação de David Vincent (Morbid Angel); “Fall of the Cycophants” e sua brutalidade e semelhança com os primórdios do Sepultura; e “For Those About to Rot” e sua levada com mais groove, quase tribal, com boas passagens de percussão e excelente trocadilho.
Deixando o lado metal de lado e falando dos ‘experimentalismos’, quase todas as músicas têm algumas pequenas surpresas, se é que se pode chamar assim. “Paranóia” tem trechos de hardcore e passagens acústicas; “For Those About to Rot” tem uns tambores egípcios e atmosfera que lembram o Nile; em “Rough” aparecem alguns sons eletrônicos, quase um industrial; e em “Doom” uma levada mais reggae deixa o agressividade de lado e traz a calmaria. Essas pequenas fugas do metal são até interessantes e diferenciam o trabalho do Soulfly de milhares de outras bandas.
No geral um trampo bem relevante de Max e Cia. Dá pra bater muita cabeça e se agitar, apesar dos momentos mais insossos. Daqui pra frente é aguardar o novo do Sepultura, bem como uma enxurrada de comparações e votações esdrúxulas no Orkut sobre qual é o melhor lançamento.



