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Judas Priest - Nostradamus

Gravadora
Sony/BMG
Ano
2008
Duração
1h 42min
Faixas
CD1
01. Dawn of Creation
02. Propechy
03. Awakening
04. Revelations
05. The Four Horsemen
06. War
07. Sands of Time
08. Pestilence and Plague
09. Death
10. Peace
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecution
CD2
01. Solitude
02. Exiled
03. Alone
04. Shadows In the Flame
05. Visions
06. Hope
07. New Beginning
08. Calm Before The Storm
09. Nostradamus
10. Future Of Mankind
01. Dawn of Creation
02. Propechy
03. Awakening
04. Revelations
05. The Four Horsemen
06. War
07. Sands of Time
08. Pestilence and Plague
09. Death
10. Peace
11. Conquest
12. Lost Love
13. Persecution
CD2
01. Solitude
02. Exiled
03. Alone
04. Shadows In the Flame
05. Visions
06. Hope
07. New Beginning
08. Calm Before The Storm
09. Nostradamus
10. Future Of Mankind
Integrantes
.Rob Halford: vocals
.Glenn Tipton: guitarras
.K. K. Downing: guitarras
.Ian Hill: baixo
.Scott Travis: bateria
.Glenn Tipton: guitarras
.K. K. Downing: guitarras
.Ian Hill: baixo
.Scott Travis: bateria
Por Edson Rocha
07/07/2008
A primeira impressão é a que fica. Principalmente se a segunda, terceira, quarta, décima, vigésima, etc, se mantém quase inalteradas. Após dezenas de audições tentando ser o mais receptivo possível, não consegui mudar muito a minha primeira impressão sobre Nostradamus. Ainda assim, não me dei por vencido. Tive que procurar o por quê dessa minha decepção com o novo álbum do Judas Priest. Após muitas tentativas, a resposta veio da própria banda. A tradução perfeita da minha impressão sobre Nostradamus o Judas colocou no videoclipe feito para música “War”.
Procure por esse vídeo. É aquilo que se chama de uma excelente idéia com uma terrível execução. A computação gráfica a serviço da falta de bom gosto. Bruxas, os quatro cavaleiros do apocalipse, monstros e soldados renderizados como brinquedos de criança quadriculados interagem entre si em imagens de qualidade bizarra. Parece que foram criados vários personagens e, para não jogar nenhum fora, o que seria um desperdício de trabalho, decidiram colocar todos no mesmo enredo. Os personagens até que são legais, o enredo tem os seus bons momentos, mas na hora de colocar tudo em prática o resultado não foi dos melhores. É o que acontece em Nostradamus. Às vezes, as composições não casaram quimicamente. Viraram pura alquimia para enganar, ouro de tolo. O Judas quis fazer algo perfeito no papel, inovador, original. A idéia de compor um álbum conceitual foi desafiadora para a banda, e ela merece algum mérito por isso. Mas a execução prática do que foi planejado deixou a desejar em vários momentos.
Como eu disse, a idéia era criar um álbum conceitual sobre a vida de Nostradamus. É 1h e 42min só falando sobre ele, com o suporte de um instrumental épico com vários interlúdios e orquestrações. Até aí tudo perfeito. A banda tem qualidade e $uporte para isso. O problema é que a jornada de audição do álbum é muito inconstante. A longa duração poderia ter sido reduzida num CD simples com o que de ocorreu de melhor, chutando os trechos mais enjoativos e cansativos para escanteio.
É um álbum, assim como o que escreveu Nostradamus, que pode ser interpretado de várias formas diferentes. Se você esperava algo como o Angel of Retribution, com aquela pegada heavy empolgante e direta, errou a previsão. Pelo contrário, você vai ter que ser muito bom de ouvido e paciente para apreciar Nostradamus.
O álbum até que começa bem. “Prophecy” é uma música razoável, mas ele deveria mesmo iniciar é com “Revelations”, que tem um riff bem melhor e sinfonias mais eficientes. “War” é uma mistura de marcha marcial com orquestrações. Vale pela pompa. “Pestilence” tem um andamento mais cavalgado e ótimos solos. A partir dela o CD começa a se tornar um pouco cansativo. “Death” é mais atmosférica, quase um Doom. “Peace” é dispensável. “Conquest” parece que está com o freio de mão puxado. Sua melodia se arrasta sofrivelmente por quase cinco minutos. “Lost Love” é uma balada de sintetizador e voz que consegue ser pior do que as feitas pelo Avantasia. “Persecution” chega a ser inesperada, pois traz de volta o que ficou esquecido no Angel of Retribution: riffs, heavy riffs! É isso que eu quero ouvir num álbum do Judas. “Exiled” não é de se jogar fora, mas está longe de ser memorável. “Alone” é outra metida a balada, só que pesadinha. Se você ainda não dormiu a essa altura, pode comprar, porque você vai adorar esse CD. Até a chegada da faixa-título, as outras se tornam irrelevantes. Temos novamente os ‘heavy riffs’ aguardados. Mesmo com um refrão nada criativo, dá pra voltar a bater cabeça novamente. Pra finalizar, não somente o álbum, mas também com o ouvinte que esperava (muito) mais, “Future of Mankind”, vem para arrasar (no mal sentido).
Todas as previsões que eu tinha de um álbum grandioso, épico, empolgante, pesado, um digno representante do heavy metal orquestrado, pra bater cabeça mesmo, não foram concretizadas (com algumas exceções). Pode ser que o Nostradamus tenha previsto isso e a banda não decifrou. Em todo caso, interpretai-vos do vosso jeito.
07/07/2008
A primeira impressão é a que fica. Principalmente se a segunda, terceira, quarta, décima, vigésima, etc, se mantém quase inalteradas. Após dezenas de audições tentando ser o mais receptivo possível, não consegui mudar muito a minha primeira impressão sobre Nostradamus. Ainda assim, não me dei por vencido. Tive que procurar o por quê dessa minha decepção com o novo álbum do Judas Priest. Após muitas tentativas, a resposta veio da própria banda. A tradução perfeita da minha impressão sobre Nostradamus o Judas colocou no videoclipe feito para música “War”.
Procure por esse vídeo. É aquilo que se chama de uma excelente idéia com uma terrível execução. A computação gráfica a serviço da falta de bom gosto. Bruxas, os quatro cavaleiros do apocalipse, monstros e soldados renderizados como brinquedos de criança quadriculados interagem entre si em imagens de qualidade bizarra. Parece que foram criados vários personagens e, para não jogar nenhum fora, o que seria um desperdício de trabalho, decidiram colocar todos no mesmo enredo. Os personagens até que são legais, o enredo tem os seus bons momentos, mas na hora de colocar tudo em prática o resultado não foi dos melhores. É o que acontece em Nostradamus. Às vezes, as composições não casaram quimicamente. Viraram pura alquimia para enganar, ouro de tolo. O Judas quis fazer algo perfeito no papel, inovador, original. A idéia de compor um álbum conceitual foi desafiadora para a banda, e ela merece algum mérito por isso. Mas a execução prática do que foi planejado deixou a desejar em vários momentos.
Como eu disse, a idéia era criar um álbum conceitual sobre a vida de Nostradamus. É 1h e 42min só falando sobre ele, com o suporte de um instrumental épico com vários interlúdios e orquestrações. Até aí tudo perfeito. A banda tem qualidade e $uporte para isso. O problema é que a jornada de audição do álbum é muito inconstante. A longa duração poderia ter sido reduzida num CD simples com o que de ocorreu de melhor, chutando os trechos mais enjoativos e cansativos para escanteio.
É um álbum, assim como o que escreveu Nostradamus, que pode ser interpretado de várias formas diferentes. Se você esperava algo como o Angel of Retribution, com aquela pegada heavy empolgante e direta, errou a previsão. Pelo contrário, você vai ter que ser muito bom de ouvido e paciente para apreciar Nostradamus.
O álbum até que começa bem. “Prophecy” é uma música razoável, mas ele deveria mesmo iniciar é com “Revelations”, que tem um riff bem melhor e sinfonias mais eficientes. “War” é uma mistura de marcha marcial com orquestrações. Vale pela pompa. “Pestilence” tem um andamento mais cavalgado e ótimos solos. A partir dela o CD começa a se tornar um pouco cansativo. “Death” é mais atmosférica, quase um Doom. “Peace” é dispensável. “Conquest” parece que está com o freio de mão puxado. Sua melodia se arrasta sofrivelmente por quase cinco minutos. “Lost Love” é uma balada de sintetizador e voz que consegue ser pior do que as feitas pelo Avantasia. “Persecution” chega a ser inesperada, pois traz de volta o que ficou esquecido no Angel of Retribution: riffs, heavy riffs! É isso que eu quero ouvir num álbum do Judas. “Exiled” não é de se jogar fora, mas está longe de ser memorável. “Alone” é outra metida a balada, só que pesadinha. Se você ainda não dormiu a essa altura, pode comprar, porque você vai adorar esse CD. Até a chegada da faixa-título, as outras se tornam irrelevantes. Temos novamente os ‘heavy riffs’ aguardados. Mesmo com um refrão nada criativo, dá pra voltar a bater cabeça novamente. Pra finalizar, não somente o álbum, mas também com o ouvinte que esperava (muito) mais, “Future of Mankind”, vem para arrasar (no mal sentido).
Todas as previsões que eu tinha de um álbum grandioso, épico, empolgante, pesado, um digno representante do heavy metal orquestrado, pra bater cabeça mesmo, não foram concretizadas (com algumas exceções). Pode ser que o Nostradamus tenha previsto isso e a banda não decifrou. Em todo caso, interpretai-vos do vosso jeito.



