Whitesnake - Good to Be Bad

Gravadora
Hellion Records
Ano
2008
Duração
59 min
Faixas
01. Call On Me
02. Can You Hear The Wind Blow?
03. Best Years
04. All I Want All I Need
05. Good To Be Bad
06. All For Love
07. Summer Rain
08. Lay Down Your Love
09. A Fool In Love
10. Got What You Need
11. ’Till The End Of Time
Integrantes
.David Coverdale - voz
.Doug Aldrich - guitarra
.Reb Beach - guitarra
.Timothy Drury - teclados
.Uriah Duffy - baixo
.Chris Frazier - bateria
Por Edson Rocha
28/05/2008


Era uma vez... Pois é, parece que desde séculos atrás o Whitesnake não lançava um álbum inédito. Isso porque desde 1997, com Restless Heart, Coverdale ficava num chove não molha, sem saber o que queria da vida ou provavelmente tentando encontrar a formação ideal para retomar a banda e compor um novo trabalho. Ou, quem sabe, ficou procurando uma musa inspiradora, como incessante e irritantemente ele frisa em suas as entrevistas. Se ele teve que se apaixonar pra poder voltar a lançar um excelente CD com o Whitesnake, tomara que ele continue nesse estado de êxtase por muito tempo (menos nas entrevistas, porque ninguém agüenta. Responder as perguntas de forma decente já estaria de excelente tamanho).

Se colocarmos lado a lado o longínquo Restless Heart com esse Good to Be Bad - tirando os vocais de Coverdale, claro - a diferença entre os dois chega a ser brutal. O peso das guitarras e a força da cozinha são impressionantes. É hard rock no sentido literal da expressão. Muito pesado mesmo! A dupla de guitarristas tem uma excelente performance. Doug Aldrich (ex-Dio, Lion, Hurricane, etc) e Reb Beach (Winger, Dokken, Alice Cooper, etc) esbanjam solos e riffs cheios de feeling, no melhor sentido do termo ‘hard rock’. A cozinha também é matadora. Tem peso para dar e vender. Até as faixas com ar mais setentistas, como “Got What You Need”, têm um ar de revisitas. A estrutura é bem dessa época, mas a mixagem as deixou com uma pegada mais moderna.

Musicalmente falando, Good to Be Bad faz é um resgate da fase mais rock do Whitesnake, sem as influências dos ‘blues’, a não ser na música que encerra o álbum “’Til the End of Time” e em “A Fool in Love”. Tem os melhores clichês que a banda produziu, incluindo as baladinhas no estilo “Love Ain´t no Stranger”, “Is This Love” e tantas outras com “Love” no título. Elas podem até não se tornar clássicas como essas (seria porque elas não tocam à exaustão nas rádios FMs como na década de 80?), mas não deixam nada a dever a essas. “All I Want All I Need”, “Summer Rain” e “A Fool in Love” são muito boas. Podem chamar de piegas, dor de cotovelo, ‘bobinhas’, mas são bem melhores do que se ouve por ai. Duvida? “Imagine” um refrão (hipoteticamente falando, porque isso não existe, ok?) “You´re beautiful to me” (x10). Claro que isso não acontece atualmente nas rádios e MTVs da vida. O que acontece é que Coverdale mata a pau! Ele tem uma baita voz e conta com solistas excelentes que colocam muita paixão na execução das músicas. E ele nem precisa se jogar de um precipício em algum clipe provavelmente porque se odiou pelo que fez.

Mas uma coisa deve ser dita: ele não tem mais 20 anos (nem 40, nem 50, nem 60 provavelmente?). Sua voz não é mais tão poderosa quanto há 20 anos atrás. Mesmo assim, está longe, muito longe de se tornar fraca. O cara ainda está cantando muito. O ponto alto de Good to Be Bad é mesmo a sua habilidade de variar de um extremo ao outro a sua linha vocal. A faixa de abertura é um bom exemplo disso. Refrão mais ameno e estrofes cantadas de forma bem gritada. E por todo o CD sir David Coverdale mostra porque é considerado um dos melhores vocalistas da história do rock.

Para encerrar esse review, gostaria de declarar que fazia muitos anos (muitos mesmo!) que não ouvia um trabalho tão bom de hard rock, capaz de trazer de volta os tempos áureos do estilo. É claro que para isso realmente acontecer deveria haver um outro ‘boom’ de mídia e público em cima do gênero. Porque, querendo ou não, é assim que as coisas acontecem.

Nota

9.5

Redator

Nota

9.6

Visitante
Minha Nota
 


Votos: 21


Envie seu comentário

» Faça um uso consciente desse espaço. Comentários com xingamentos, ofensas a outros participantes, propagandas ou uso abusivo de letras maiúsculas, por exemplo, serão apagados.
» Comentários com excesso de erros de português e "internetês" serão rejeitados.
Nome:
Título:
Comentário: