Borknagar
Por Gabriel Barboza
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Um dos mais promissores representantes da música extrema, o Borknagar surgiu da reunião de grandes nomes do underground. Com o fim do Molested, o guitarrista Øystein Garnes Brun resolveu criar um grupo que pudesse definir de vez a Noruega como um grande centro do estilo. Ele já tinha as músicas e letras prontas quando conseguiu fechar uma formação ideal para o seu projeto.
Era o ano de 1995 e, além de Øystein, o Borknagar - palavra baseada no nome de uma montanha da Escócia, chamada Lochnagar - começou sua história com Garm (ex-vocalista de Arcturus e Ulver), o baterista Grim (ex-Immortal, Gorgoroth e Ancient), Ivar Bjornson (que tocou teclados no Enslaved) e Infernus (ex-baixista do Gorgoroth). Com nomes de peso, um contrato logo foi fechado junto à Malicious Records e "Borknagar" foi lançado no mesmo ano.
Borknagar mostrou-se original e foi altamente bem recebido pela crítica e pelo público. Øystein não perdeu tempo, garantiu um contrato com a Century Media Records e gravou "The Olden Domain", que mostrou que o potencial era muito grande, com o instrumental muito técnico e que teve Kai K. Lie em lugar de Infernus. O segundo disco obteve sucesso imediato, transformando o projeto de Øystein em uma banda de fato. O Borknagar preocupou-se em se diferenciar das demais bandas da cena extrema do metal, utilizando um denso trabalho instrumental, mais técnico, incluindo guitarras acústicas e até piano, além de efeitos com coros.
Então aconteceu a primeira tour pela Europa, o Borknagar fez sua primeira experiência ao vivo ao lado do In Flames e do Night In Gales. Ainda se estabilizando, a banda ganhou um segundo guitarrista, Jens F. Ryland, e o vocalista Simen Hestnæs, indicado por Garm, que foi substituído e resolveu seguir outro caminho. Enquanto o terceiro disco era preparado, o espaço na mídia especializada cresceu, garantindo uma vasta divulgação para o trabalho de Øystein.
Com este line-up, o Borknagar gravou "The Archaic Course" e novamente agradou à crítica e aos fãs. Mas o destino foi novamente irônico com Øystein e ele se viu em apuros com a saída de Grim, Kai e Bjornson. Assim, durante a tour com Cradle Of Filth e Napalm Death, um baterista precisou ser contratado e as músicas ficaram sem as partes de teclado. A resposta para a turbulência veio em 1999, quando o Borknagar derrubou outra fronteira ao ser uma das primeiras bandas metal da Escandinávia a cruzar o oceano e tocar com sucesso nos Estados Unidos, ao lado do Emperor. A bateria foi ocupada por Nick Barker, que tocava no Cradle Of Filth e Dimmu Borgir, e fez um favor para os amigos.
Ao retornar para casa, Øystein iniciou a procura por membros definitivos. Asgeir Mickelson (baterista do Spiral Architect) e o tecladista Lars A. Nedland foram os escolhidos para gravar "Quintessence". Produzido no lendário estúdio Abyss na Suécia por Peter Tägtgren (Hipocrisy), o álbum é o mais forte do Borknagar, aumentando a importância dos noruegueses para a música extrema.
O som manteve a pegada épica, dosado com passagens setentistas nos teclados e todo o peso característico do grupo. Durante a tour o grupo sofreu uma nova baixa com a saída de I.C. S. Vortex, que abriu espaço para dois novos integrantes: Tyr assumiu o baixo e Vintersorg os vocais.
O novo álbum, "Empiricism", saiu em 2001 e os novos integrantes puderam mostrar toda a sua força sem deixar o Borknagar perder suas características como podemos ouvir em faixas como "The Genuine Pulse" e "Gods of my World". Sem dúvida, um dos melhores álbuns não só do Borknagar, mas de todo o ano.
“A partir de Quintessence o Borknagar passou a ser chamado por alguns críticos de progressive black metal, isso deve-se principalmente ao fato do baterista Asgeir Mickelson, que também toca numa banda de progressive metal (bastante auto-indulgente) chamada Spiral Architect. Sua técnica pode ser percebida em faixas como Soul Sphere e Inherit the Earth, que podem também ser consideradas como algumas das melhores do CD. Num todos as músicas são bastante parecidas, ficando até difícil citar as melhores e as piores. Todas tem um clima bastante parecidos, a não ser a instrumental de piano, guitarra e bateria Matter And Motion e a quase acústica que encerra o álbum The View of Everlast.” (review de Empiricism)
Agora em 2004 o Borknagar composto agora por Vintersorg nos vocais, Lars A. Nedland nos teclados, Asgeir Mickelson na bateria e Øystein Garnes Brun lançam Epic, o mais novo trabalho de estúdio da banda, onde apresenta uma maior variedade de estilos, não se prendendo somente ao black metal.
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Um dos mais promissores representantes da música extrema, o Borknagar surgiu da reunião de grandes nomes do underground. Com o fim do Molested, o guitarrista Øystein Garnes Brun resolveu criar um grupo que pudesse definir de vez a Noruega como um grande centro do estilo. Ele já tinha as músicas e letras prontas quando conseguiu fechar uma formação ideal para o seu projeto.
Era o ano de 1995 e, além de Øystein, o Borknagar - palavra baseada no nome de uma montanha da Escócia, chamada Lochnagar - começou sua história com Garm (ex-vocalista de Arcturus e Ulver), o baterista Grim (ex-Immortal, Gorgoroth e Ancient), Ivar Bjornson (que tocou teclados no Enslaved) e Infernus (ex-baixista do Gorgoroth). Com nomes de peso, um contrato logo foi fechado junto à Malicious Records e "Borknagar" foi lançado no mesmo ano.
Borknagar mostrou-se original e foi altamente bem recebido pela crítica e pelo público. Øystein não perdeu tempo, garantiu um contrato com a Century Media Records e gravou "The Olden Domain", que mostrou que o potencial era muito grande, com o instrumental muito técnico e que teve Kai K. Lie em lugar de Infernus. O segundo disco obteve sucesso imediato, transformando o projeto de Øystein em uma banda de fato. O Borknagar preocupou-se em se diferenciar das demais bandas da cena extrema do metal, utilizando um denso trabalho instrumental, mais técnico, incluindo guitarras acústicas e até piano, além de efeitos com coros.
Então aconteceu a primeira tour pela Europa, o Borknagar fez sua primeira experiência ao vivo ao lado do In Flames e do Night In Gales. Ainda se estabilizando, a banda ganhou um segundo guitarrista, Jens F. Ryland, e o vocalista Simen Hestnæs, indicado por Garm, que foi substituído e resolveu seguir outro caminho. Enquanto o terceiro disco era preparado, o espaço na mídia especializada cresceu, garantindo uma vasta divulgação para o trabalho de Øystein.
Com este line-up, o Borknagar gravou "The Archaic Course" e novamente agradou à crítica e aos fãs. Mas o destino foi novamente irônico com Øystein e ele se viu em apuros com a saída de Grim, Kai e Bjornson. Assim, durante a tour com Cradle Of Filth e Napalm Death, um baterista precisou ser contratado e as músicas ficaram sem as partes de teclado. A resposta para a turbulência veio em 1999, quando o Borknagar derrubou outra fronteira ao ser uma das primeiras bandas metal da Escandinávia a cruzar o oceano e tocar com sucesso nos Estados Unidos, ao lado do Emperor. A bateria foi ocupada por Nick Barker, que tocava no Cradle Of Filth e Dimmu Borgir, e fez um favor para os amigos.
Ao retornar para casa, Øystein iniciou a procura por membros definitivos. Asgeir Mickelson (baterista do Spiral Architect) e o tecladista Lars A. Nedland foram os escolhidos para gravar "Quintessence". Produzido no lendário estúdio Abyss na Suécia por Peter Tägtgren (Hipocrisy), o álbum é o mais forte do Borknagar, aumentando a importância dos noruegueses para a música extrema.
O som manteve a pegada épica, dosado com passagens setentistas nos teclados e todo o peso característico do grupo. Durante a tour o grupo sofreu uma nova baixa com a saída de I.C. S. Vortex, que abriu espaço para dois novos integrantes: Tyr assumiu o baixo e Vintersorg os vocais.
O novo álbum, "Empiricism", saiu em 2001 e os novos integrantes puderam mostrar toda a sua força sem deixar o Borknagar perder suas características como podemos ouvir em faixas como "The Genuine Pulse" e "Gods of my World". Sem dúvida, um dos melhores álbuns não só do Borknagar, mas de todo o ano.
“A partir de Quintessence o Borknagar passou a ser chamado por alguns críticos de progressive black metal, isso deve-se principalmente ao fato do baterista Asgeir Mickelson, que também toca numa banda de progressive metal (bastante auto-indulgente) chamada Spiral Architect. Sua técnica pode ser percebida em faixas como Soul Sphere e Inherit the Earth, que podem também ser consideradas como algumas das melhores do CD. Num todos as músicas são bastante parecidas, ficando até difícil citar as melhores e as piores. Todas tem um clima bastante parecidos, a não ser a instrumental de piano, guitarra e bateria Matter And Motion e a quase acústica que encerra o álbum The View of Everlast.” (review de Empiricism)
Agora em 2004 o Borknagar composto agora por Vintersorg nos vocais, Lars A. Nedland nos teclados, Asgeir Mickelson na bateria e Øystein Garnes Brun lançam Epic, o mais novo trabalho de estúdio da banda, onde apresenta uma maior variedade de estilos, não se prendendo somente ao black metal.


