Elexorien
30/08/2009
O banda holandesa Elexorien surgiu em 2004 praticando um power/viking metal com algumas influências de black e death metal. Nesses pouco mais de 5 anos na estrada a banda lançou um álbum oficial auto-intitulado em 2007. Apesar da curta carreira, e de ser bem pouco conhecida por aqui, a banda vem ao Brasil para tocar ao lado do God Dethroned em algumas cidades no início de setembro. Confira abaixo a entrevista feita com o baterista Merlijin.
Novo Metal - De onde surgiu o nome Elexorien?
Merlijin - Originalmente, o nome vem de “The Sword of War”, uma espada feita pelo artista britânico Kit Rae. Ele fabrica espadas e punhais que foram usados em filmes como “Star Trek”, “Spider Man 2” e “The Lord of the Rings”. Há alguns anos atrás perguntamos se poderíamos usar o nome “Elexorien” em nossa banda sem correr o risco de sermos processados. Surpreendentemente, ele disse que estava honrado com a proposta e quis colocar um link em nosso site e My Space para os produtos dele.
Novo Metal - Como vocês descreveriam o álbum “Elexorien”?
Merlijin - O disco é uma mistura de gêneros, desde o Gothic até o mais extremo, como o Death ou Black Metal. Uma combinação de melodias cativantes, baterias fortes e vocais femininos clássicos. Várias músicas são bem rápidas, o que agrada a algumas pessoas que não gostam de bandas com influência Folk ou de vocais femininos. As letras são do frontman Lainedil. Os temas principais são as batalhas, algumas delas inspiradas em Tolkien, e outras ideias que vieram à mente de Lainedils. Não falamos sobre política e nem religião. “Elexorien” está aí para brigar junto com você ou para esmagar seus inimigos!
Novo Metal - O que diferencia o “Elexorien” das outras bandas Folk?
Merlijin - Nossa música tem um contrabaixo rápido e batidas fortes que normalmente não vemos em muitas bandas Folk. E também riffs brutais que algumas vezes são influências de bandas como “Suffocation”, que não ouvimos em grupos Folk. É engraçado quando vemos alguns flyers nos descrevendo como Gothic Metal, depois Viking Metal e Folk. Mas não nos importamos. Tocamos a música que a gente ama com várias influências diferentes.
Novo Metal - Como vocês descreveriam o som da banda para alguém que nunca ouviu?
Merlijin - Teve uma vez que classificaram como Epic Battle Metal que achamos bem apropriado para o que fazemos porque engloba tudo. Você poderia dizer que, por um lado, tocamos melódico com vocal feminino, mas por outro, todos os estilos diferentes de metal. Não existem limites desde que soe épico, mas você não vai nos ver fazendo uma balada só para atrair multidões.
Novo Metal - Vocês já tem ideias para um próximo álbum?
Merlijin - Já temos algumas músicas finalizadas e outras pela metade. Provavelmente vamos tocar duas ou três na turnê pela América do Sul. Depois a ideia é terminar mais algumas, seguir para o estúdio e gravar o segundo disco.
Novo Metal - O que vocês acreditam que seja mais importante para trabalhar em uma banda?
Merlijin - Você tem que ser criativo, é claro, mas é fundamental saber lidar com as críticas. Vi muitos artistas bons que não evoluíram porque não deram ouvidos a quem os criticava para torná-los melhores. E quando as pessoas levam as críticas para o lado pessoal é pior ainda porque o objetivo é sempre melhorar. No Elexorien, a Liza (baixista) é a pessoa que sempre diz onde podemos melhorar, e embora ela não goste de fazer essas coisas, nós sabemos que isso nos ajuda a manter um nível alto na música e em nossa performance.
Novo Metal - Seus familiares apoiam vocês em fazer esse tipo de música?
Merlijin - Nossas famílias (sem exceções) nos apoiam muito! Muitos até gostam da música, e mesmo os que não gostam, veem que está tudo indo bem com a gente. Meu pai, de 56 anos, foi comigo e meu irmão aos shows do Dimmu Borgir, Cradle of Filth e Children of Bodom. Ele gosta dessas bandas e quis ver como estava a cultura do Metal. Os familiares dos outros membros sempre dão uma força, como emprestar o carro, assistir aos ensaios durante um dia inteiro, ou ir aos shows e falar honestamente o que eles acharam.
Novo Metal - Como surgiu o convite para a turnê no Brasil com o God Dethroned, que não soa como o Elexorien?
Merlijin - Na verdade, eu estava estudando o projeto, mas se tornou uma coisa muito grande (risos). Realmente queríamos fazer a turnê na América do Sul com o God Dethroned porque ouvimos boas histórias daquela região, mas não somos conhecidos lá. Quando eu comecei a procurar um headliner, pensei neles porque foram a primeira banda de Death Metal que ouvi e são da minha cidade natal Groningen, na Holanda. Por outro lado, eu queria tocar na América do Sul e o fato de serem duas bandas de estilos diferentes, me pareceu uma ideia legal. Muita gente que vem ao show do Elexorien também gosta de um som mais extremo e como o God Dethroned já existe há mais de 20 anos, acho que eles realmente merecem estar como headliners.
Novo Metal - Quais são as suas expectativas para os shows no Brasil?
Merlijin - Acho que vai ser muito bom porque o público é muito louco! Nem se compara com os shows na Europa. Mal podemos esperar para conferir se é verdade, mas depois de ter visto algumas fotos e vídeos na Internet, parece que sim. E também recebemos mensagens incríveis de brasileiros no nosso MySpace. Estamos muito ansiosos por esses shows!
Novo Metal - Quais são as bandas brasileiras que vocês conhecem?
Merlijin - Na Holanda todo mundo conhece o Sepultura, mas a minha favorita é o Krisiun. A música é demais e eu soube que eles são muito legais! Tem uma banda que eu também gosto de Grind Metal que é “I Shit On Your Face”. Lainedil gosta muito do Angra e eu vou ajudar aos caras do The Seventh Seal (do nosso booker Tiago) a agendar alguns shows na Europa no próximo ano. Vocês têm uma cena Metal excelente no Brasil.
Novo Metal - Quais são os planos para o futuro do Elexorien?
Merlijin - Espero que a gente grave muitos álbuns, faça turnês mundiais e mais uma pela América do Sul (talvez como headliner daqui a alguns anos) e queremos muito ir ao Japão. Estive lá há dois anos atrás de férias e o país realmente me impressionou. Sabemos que é difícil lucrar com esse tipo de música, mas o dinheiro nunca foi o motivo para começarmos a tocar Metal. Queremos fazer shows para pessoas que realmente gostem e que respondam bem à nossa música. E vamos fazer até quando for possível.
Novo Metal - Para finalizar, deixem uma mensagem para os fãs que estarão nos shows.
Fala galera,
Estamos trabalhando nessa turnê desde novembro do ano passado e isso não sai da nossa cabeça. Agora que finalmente chegou o momento, estamos ansiosos para ver um público muito louco e fazer um super show! Preparem-se para o massacre!
Tradução: Monica Fontes


