Mork

Por Matheus Vieira
16/07/2009


Eles estão aparecendo na mídia com o rótulo de ser o Dimmu Borgir brasileiro. Condecorações a parte, não soam estranho e realmente a Mork vem provando que é um dos grandes valores da nova safra do Black Metal nacional. O guitarrista do grupo, Rafael Foize, conversou com o Novo Metal sobre carreira e outro detalhes desta banda que estreia em grande estilo no cenário nacional.

Novo Metal - A Mork digamos que pulou uma etapa, que seria a “Demo”, lançando diretamente um EP. Há um porquê para isso?

Rafael Foizer: Primeiramente, muito obrigado pela oportunidade desta entrevista. Tivemos o intuito de abrir nossa carreira com chave de ouro, principalmente pra mostrar que não estamos aqui para brincadeira e para conquistar o respeito do público desde já!

Novo Metal - Preposterous vem sido ovacionado na mídia especializada. Vocês aguardavam que a resposta da crítica seria tão positiva?

Rafael: Torcíamos muito para ter esse tipo de retorno, pois trabalhamos constantemente para fazer com que o EP “Preposterous” chegasse com um diferencial inexistente das outras bandas que estão entrando agora no mercado.

Não nos preocupamos em poupar despesas, queríamos tudo da melhor forma possível e com uma qualidade acima da média das bandas iniciantes. É muito bom ver que estamos conseguindo alcançar críticas positivas em um tempo muito satisfatório.

Novo Metal - Como estão lidando com o título de Dimmu Borgir do Brasil? Quais os pontos negativos e positivos dessa comparação?

Rafael: Nós lidamos muito bem com esse título, pois mostra que possuímos músicas de alta qualidade que tem agradado os ouvidos da maioria admiradora desse estilo musical, e em pouco tempo conseguimos chegar em resultados tão bons que são comparados às grandes bandas que estão na estrada por muito tempo como o Dimmu Borgir, que é uma das maiores e melhores no mercado mundial nesse estilo.

Isso é um dos fatores positivos até certo ponto, pois a partir de agora queremos nos distanciar desses tipos de rótulos e mostrar que o Mork tem a sua própria identidade, e isso virá mais claro no próximo álbum.

Novo Metal - O álbum foi lançado no ano passado de maneira independente. Porém este ano, o material voltou ao mercado através da Free Mind Records. Como rolou o contato?

Rafael: Após a finalização do EP Preposterous divulgamos o Mork por conta própria, mas depois decidimos que precisávamos de serviços profissionais no ramo de assessoria de imprensa para facilitar nossas divulgações e ter um retorno mais satisfatório.

Começamos a procurar uma empresa que tivesse nosso perfil e que atendesse nossas necessidades, então descobrimos a Metal Media na parte de assessoria e vimos que estavam fazendo um trabalho muito interessante com outras bandas.
Concluímos assim que elaa seria a empresa ideal para trabalhar com Mork. A partir daí a própria Metal Media já fechou a distribuição através da Free Mind Records.

Novo Metal - Fale um pouco sobre o contexto da ilustração da capa de Preposterous.

Rafael: A ideia da capa representa uma analogia e crítica à igreja católica e ao Papa, onde o reflexo dele aparece no chão de um salão e não condiz com a imagem que as pessoas vêem na realidade.

O nome Preposterous (inglês) tem o significado aproximado de “absurdo”, ou seja, decidimos dar essa intitulação ao EP, pois é um absurdo as pessoas enxergarem esse homem e essa doutrina, que se aproveitam das fraquezas espirituais da humanidade, como sendo os soberanos da terra.

Novo Metal - Outro ponto positivo do EP é a ótima gravação. Esse papo que Black Metal tem que ser mal gravado, já é passado, certo?

Rafael: Na verdade, no nosso ponto de vista, isso é uma coisa que acontecia porque antigamente não era fácil produzir um CD independente de alta qualidade (em relação à gravação) com poucos recursos financeiros.

O Black Metal é um estilo musical que não agradava às produtoras da época e que geralmente aborda temas espirituais e religiosos que muitas pessoas não gostam de ler e escutar, bandas deixaram a qualidade de lado para poder passar suas mensagens de uma forma simples e sem ajuda de ninguém.

Mas isso acontecia antigamente, na época inicial do estilo, porque agora qualquer um tem condições de gravar músicas com alta qualidade, e se você encontra uma banda que continua mantendo a gravação de baixa qualidade é porque busca manter a tradição inicial do Black Metal.

Novo Metal - O line-up que gravou Preposterous era formado por quatro músicos, e o vocalista Samuel Borges acumulava três funções. Este foi o fator marcante para a entrada de mais dois instrumentistas no grupo?

Rafael: Sim, foi um dos fatores marcantes pois é impossível uma pessoa tocar dois instrumentos e cantar ao mesmo tempo ao vivo (risos).

Mas também porque quanto mais músicos qualificados e que trabalham seriamente com profissionalismo mais opiniões e estilos diferentes podem ser fundidos para resultar em uma coisa única e especial.

Novo Metal - Mork é escuridão em sueco. Por que escolheram uma palavra nessa língua para batizar a banda?

Rafael: Era para ser em norueguês. A princípio, procuramos o termo “escuridão” em norueguês, e um site de tradução de línguas nos forneceu a informação de que Mørk (com o “ø” cortado) significava escuridão, então deixamos desse jeito no início.

Mas pouco tempo depois, fomos confirmar se essa palavra estava correta com um amigo da banda que é norueguês e, pra nossa surpresa, ele disse que a palavra não estava correta, porém já havíamos simpatizado tanto com o nome que simplesmente resolvemos tirar o corte do “o” e deixar Mork , ou seja, Mork não tem um significado em qualquer língua, apenas a semelhança com o significado “escuridão”.

Novo Metal - Vocês estão preparados para bater de frente com os True Black Metal? Para eles é inadmissível uma banda do estilo utilizar teclados. (risos)

Rafael: Esperamos que eles respeitem a nossa atitude de implantar musicalmente inovações no estilo, assim como nós respeitamos a atitude de preservação musical e da doutrina do Black Metal Old School que eles possuem.

O que os seguidores firmes do Black Metal Old School precisam entender é que seu estilo nunca vai deixar de existir e sempre será o Pai de todas as vertentes e entroncamentos que já vieram e daqueles que ainda estão por vir no Black Metal.

Todos no Mork possuem grande admiração pelo Black Metal Old School e pedimos que entendam nossas ações como sendo uma forma de enriquecer esse estilo tão querido por nós.

Novo Metal - Na sua opinião, quais são os elementos de uma autêntica banda de Black Metal?

Rafael: Isso é uma coisa muito relativa. Não podemos simplesmente chegar e dizer o que uma banda de Black Metal precisa ter pra ser Black Metal.

Na minha opinião, antes de tudo, Black Metal é um estilo musical e você sabe quando está escutando uma banda. É algo que vem no som e com as melodias. É também um dos poucos estilos que possui a liberdade em abordar temas religiosos e espirituais.

Novo Metal - Quais bandas nacionais você aponta como grandes nomes? Porque por aqui temos algumas hordas que acham que são os deuses e donos do estilo. (risos)

Rafael: Conheço várias bandas nacionais no estilo, e nenhuma delas, assim como a nossa, são donas do mesmo. Prefiro dizer que são apenas conhecidas, então nem vou entrar em detalhes.

Mas pulando do Black Metal para o Death Metal, o Krisiun é uma grande banda em nosso reconhecimento, os caras trabalharam duro e mostram para o Brasil que é possível chegar no topo.

Novo Metal - Como estão sendo os shows na Mork? Estão fazendo apresentações com freqüência? Aproveitando o gancho, há planos para o lançamento de um álbum completo?

Rafael: Já respondendo as duas perguntas de uma só vez, estamos parados nos últimos dois meses pois entramos em processo de gravação. O mês de junho foi reservado para terminarmos nossas novas composições e em julho estamos em estúdio gravando, estou respondendo a entrevista de dentro do estúdio neste exato momento (risos).

Estamos gravando nosso Full Lenght que terá 13 músicas (todas novas) e, se tudo ocorrer como o planejado, em novembro já estaremos com o cd em mãos.

Novo Metal - Obrigado pela entrevista e parabéns pelo trabalho.

Rafael: Nós agradecemos e muito obrigado, em nome de todos do Mork.


  • Mais Aprovado!

    Débora Brandão disse: _

    Olá Priscila
    O título de Dimmu Borgir brasileiro veio da imprensa, não da própria banda, mas foi muito bem vindo, afinal uma banda de único EP ser comparada a um grande nome do metal MUNDIAL não é pra qualquer um, certo? A banda tem músicas todas próprias, riffs autênticos, melodias inéditas, não vejo aonde tem "chupação"... vc devia ao menos escutar.
    O Mork pode não ser mesmo o dono do estilo, que não possui donos, mas é dono de um EP de grande sucesso no cenário nacional, recebendo excelentes críticas dos meios especializados, aumentando cada vez mais o número de fãs e admiradores... isso pq são músicos capazes e com imensa Personalidade... vc poderia tentar! quem sabe não ocupa melhor o seu tempo!

    Débora Brandão
    METAL MEDIA
    www.metalmedia.com.br
    21/07/2009 - 17:47
  • Thiago Farias disse: _

    Priscila como assim?
    Eles nao disseram que são donos do estilo : (Rafael: Conheço várias bandas nacionais no estilo, e nenhuma delas, ASSIM COMO A NOSSA , são donas do mesmo), leia direito e preste atenção antes de falar ,e po ,banda cover toca cover (musicas feitas por outro autor) vc por acaso parou pra escutar o som deles? não tem musica nenhuma do Dimmu lá ta bom q parece muito mas e dai
    eles faziam cover do Dimmu tempos atrás, e hj em dia pra vc sair do buraco tem q ter alguma influência , a banda vai se moldando com o tempo ,se eles estão sendo chamados de Dimmu Borgir brasileiro é pq já estão tentando sair dessa coisa de q banda iniciante tem q fazer som ruim, não acha?
    Fazia muito tempo q não aparecia alguem com o potencial desses caras.
    Então antes de criticar se coloque no lugar das bandas q estão começando , vc vai ver como é dificil progredir em pouco tempo que nem esses caras fazem ,e como brasileira vc devia ter orgulho de ter mais uma banda pra engrandecer o mercado nacional.
    Sou um grande adimirador da banda e criticas construtivas são uma coisa , agora quando chegam pra falar mau sem ter explicação lógica é tenso.
    21/07/2009 - 17:40
  • FOdão disse: _

    kkkk
    Propagando no Orkut é TRUE
    17/07/2009 - 22:42
  • Priscila disse: _

    Qual?
    O entrevistador disse na pergunta que algumas hordas acha que são deuses do estilo. Quais hordas?
    Por outro lado, essa banda Mork, não é o Dimmu Borgir brasileiro, é a banda cover brasileira, uma grande chupação, sem originalidade alguma. Se por um lado, aqui tem hordas que dizem ser dono do estilo, podemos dizer que o Mork não é dono de nada, uma banda que ta indo na onda, sem personalidade.
    17/07/2009 - 16:27
  • Mike disse: _

    Mork
    Grande Mork! Acompanho eles desde quando faziam propaganda deles no Orkut!
    16/07/2009 - 23:22


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