Glenn Hughes - Florianópolis (18/12/2009)

Por Frank Gonçalves
18/12/2009


Durante o ano de 2009 tive a oportunidades de prestigiar algumas ótimas apresentações, incluindo Dr. Sin, Syndrome, Steel Warrior, Torture Squad e Ripper Owens. Com exceção da última, todas ocorreram no JB Rock Pub (Balneário Camboriú - SC). Eu já estava satisfeito e acreditei que não haveria outra apresentação pelo litoral catarinense e Vale do Itajaí, até que a Rock Produções anunciou a presença de Glenn Hughes, um dos grandes nomes setentistas, com passagens pelas bandas Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath, além de carreira solo e inúmeros projetos com outros músicos.

A produtora em questão é conhecida pelo profissionalismo, mas nesta ocasião o capricho foi muito além do esperado. Começando pela local escolhido, uma casa climatizada, com boa acústica, banheiros luxuosos, camarotes espaçosos e palco com área ampla (acomodando confortavelmente até mesmo uma orquestra). Passando para a sonorização, uma das melhores que já observei. O mesmo ocorreu com a iluminação.

Quem abriu o espetáculo foi a Immigrant, bastante conhecidas pelas execuções perfeitas de Pink Floyd, Deep Purple e Led Zeppelin. Foi a segunda vez que presenciei esta banda e afirmo que a inserção de garotas como backing vocals foi uma excelente ideia, dando mais brilho aos clássicos “floydianos”. Pela competência dos músicos, acredito que haja a possibilidade de investir em composições próprias.

Glenn Hughes não demorou muito para subir ao palco. Acompanhado de Soren Andersen (guitarras), Matt Goom (bateria) e Anders Olinder (teclados), músicos extremamente talentosos, despejou clássicos da “Púrpura Profunda”, como “Burn”, “Mistreated”, “Might Just Take Your Life”, “Stormbringer”, “Might Just Take Your Life” e “You Keep On Moving”. Da fase solo, o destaque foi para a empolgante “Soul Mover”, um flerte entre o Hard Rock e a Black Music.

Independente de qual época sejam as músicas, Hughes detonou, tanto no baixo com levadas singulares, quanto nos vocais inconfundíveis, que coloca seus contemporâneos dos anos setenta em situação complicada, já que a maioria, à exemplo de Ian Gillan, não tem mais as mesma potência de trinta anos atrás.

Sem dúvidas, uma noite inesquecível e que me fez questionar: O que será do Rock quando essa geração de lendas “partir desta para a melhor”? Alguém pode me citar um grande nome surgido nos últimos 20 anos?

Fotos: Makila Crowley



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