I Gates of Storm - Gravataí (12/04/2008)

Por Maicon Leite
12/04/2008


Muito tempo passou depois da última edição do festival GATES RS METAL, assim como do festival STORM, ambos sendo alguns dos principais festivais de metal da região. E para celebrar esta volta, os organizadores decidiram juntar forças e escolher outro lugar para a realização do festival. O Hangar 18, localizado na cidade de Gravataí, está se tornando um dos principais lugares para eventos deste porte, apesar da localização ser meio fora de mão para muita gente que depende de trem ou até mesmo de ônibus. E como já havia acontecido outras vezes, havia mais eventos ocorrendo na região no mesmo dia, o que prejudica todos, mas o Gates of Storm havia sido anunciado meses antes, o que me causa uma certa insatisfação perante tal situação. Com um cast variado, indo do heavy metal ao black, as quatro bandas presentes deram tudo de si para fazer boas apresentações.

A primeira a subir no palco foi a Decimator, que segue na divulgação do CD “Killing Tendency”, e mostrou ao público seu thrash oitentista com os vocais death de Leonardo Schneider. O set list, composto por “Thrash Assault”, “Decimating the World”, “Bloodish War”, “This Land has Owner”, “Agent Orange (cover do Sodom)”, “Criminal Mind”, “Insane Orders” (nova música, tocada pela primeira vez), “Thousand Faces of Torture”, “Earthquake” e “Nation Of Agressors”, fez os bangers começarem a bater cabeça na frente do palco. Já vi vários shows da banda, e como sempre a porradaria é desenfreada, com grande destaque aos riffs rápidos e a cozinha pulsante (com aquelas “paradinhas” thrashers de matar). Além de Leonardo no vocal, a banda é formada por Rodrigo Weiler e Eduardo Gomes nas guitarras, Patrícia Bressiani no baixo e Alceu Martins na bateria.

Em seguida, foi a vez do show teatral, e como sempre matador da Dark Asylum. É pouco dizer que eles são verdadeiros maníacos! Desta vez, como o show era no Hangar 18, então nada mais justo do que fazer um show baseado nos ETs! Prestes a lançar suas duas demos simultaneamente, o quinteto de Porto Alegre fez um show diferente, e que por pouco não seria realizado, devido a um problema com o baterista. Mas, como sempre, os caras passam por cima de todos os problemas e contaram com a ajuda de três bateristas se revezando “nas peles”. O show teve inicio com a participação do poeta Adriano Viaro, que declamou alguns versos antes de “Invitation” invadir os alto-falantes. O vocalista Aparício Neto é um excelente frontman, sempre incitando o pessoal a agitar, e agradecendo a presença de todos constantemente. Desta vez ele entrou à la “Jason”, com o facão e máscara! Talvez alguns mais radicais tenham abominado tal atitude, mas creio que 99% do público tenha aprovado! O set-list foi variado, contando com várias músicas próprias (“Spreading the Virus”, “The Dark Asylum”, “Storm of Pain”, “Moment of Truth” e “Sad Love Song”), além de covers muito bons, como “Alone in the Dark - Testament”, “War Emsemble - Slayer” e “Necroshine - Overkill”. Os bateristas Juliano Torres, Dionatan e César Trajano estão de parabéns pelas performances, já que tiveram pouco tempo para tirar as músicas. Ao decorrer das músicas a banda foi exibindo filmes relacionados a invasões alienígenas, dando um clima especial ao show. Aparício, Leonardo “Babyface” e Vilmar (guitarras) e Jonas são verdadeiros guerreiros do underground! Muito bom!

Em substituição a banda Pilatus, que não pode se apresentar, a Penitence despejou sobre nossas cabeças o mais odioso black metal, na linha black norueguesa, tendo inclusive tocado um cover do Immortal, a clássica “Damned in Black”. Contando com Aym na guitarra e vocal, W. Warhate na guitarra, Gangrel na bateria e E. Fulgur no baixo, o local veio abaixo com vocais estridentes e riffs infernais. Aos sons de músicas próprias como “Journey in the Shadows”, “Night of the Newborn”, “Praise of Master’s Shadows”, “Servent of Darkness”, “On the Frontiers...” e “Flying Through Your Fear”, o quarteto esbanjou ódio e bastante competência na execução de suas blasfêmias, que foram saudadas pelo público presente. Fica aqui a dica para quem curte black metal, a banda é muito boa.

Fechando o evento, com um público bastante reduzido, a Wishcraftt tocou um metal diferente, mas bem pesado. Sergio Aspar (vocal/guitarra), Cássio Vianna (guitarra), Lucas Haas (baixo) e Mauricio Weimar (bateria) fizeram um set curto, mas valeu pela curiosidade que eu tinha em vê-los. Baseado num heavy metal com pitadas thrash, e alguns momentos mais “new”, a Wishcraftt fez um bom show, excetuando o fato do pouco alcance vocal de Sérgio, e a execução da chata “Chop Suey”, cover do System of a Down. As músicas próprias, “Beginning of the End”, “Black Jack”, “Legions of the Anger” e “Dark Dawn”, ao lado do belo solo de bateria do monstro chamado Mauricio Weimar (ex-Nephast, atual The Ordher) me deixaram com uma boa impressão, basta polir mais o som e melhorar o vocal.

Espero que esta união seja feita mais vezes, e que outros organizadores tenham a mesma idéia e não fiquem competindo pelo público, que já está de saco cheio de ter que se separar e escolher em qual show ir num mesmo final de semana, já que muitas vezes se passam semanas sem nenhum festival...

Fotos:
Decimator - (Ana Paula Schirmer dos Santos)
Dark Asylum - (Dayane Ambos)
Penitence - (Divulgação - Penitence)


  • samara disse: _

    amu
    uhuuuuu amu d++ daconta
    porra
    merda foda-se se vc nao gosta eu amu
    06/11/2008 - 19:16


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