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Slipknot - Voliminal: Inside the Nine

Gravadora
Hellion Records
Ano
2007
Conteúdo
Disco 1:
- The Movie - Raw, Uncensored, Uncut. Slipknot as never before seen. An inside and outside look at two years of the chaos that is Slipknot.
Disco 2:
- Entrevistas com todos os nove membros.
- Clipes de "Duality", "Vermilion", "Vermilion Pt. 2", "Before I Forget", "The Nameless (Live)"
- Cenas extras ao vivo gravadas em várias partes do mundo
- The Movie - Raw, Uncensored, Uncut. Slipknot as never before seen. An inside and outside look at two years of the chaos that is Slipknot.
Disco 2:
- Entrevistas com todos os nove membros.
- Clipes de "Duality", "Vermilion", "Vermilion Pt. 2", "Before I Forget", "The Nameless (Live)"
- Cenas extras ao vivo gravadas em várias partes do mundo
Por Edson Rocha
14/04/2007
Esse deve ser um dos poucos casos em que o material bônus (ou o DVD 2) é melhor do que o DVD principal. Por detrás do visual carregado, de todos os efeitos de luzes e imagens, de toda a excelente edição e tratamento de video, o que mais sobressai é a simplicidade nesse novo DVD do Slipknot, denominado Voliminal – Inside the Nine. Não tão "inside" assim, mas com certeza algumas máscaras, ou melhor, alguns mascarados mostraram que não são somente atrações de circo de “horrores” dentro do Slipknot. E é justamente no DVD 2 que a banda mostra o seu melhor e como evoluiu dentro da sua proposta. Mas vamos começar pelo começo, como diria o profeta.
A parte um de Voliminal traz... Bom, traz um DVD, claro. Mas não é um show, nem simplesmente um documentário. É uma mistura dos dois, para falar a verdade, somado com uma edição muito bem trabalhada. Praticamente quase todos os frames do que é mostrado tem um tratamento visual. Vários filtros são aplicados para deixarem as imagens dessaturadas, borradas, com realces de alguma cor específica e etc. Quase nunca é dito onde a banda se encontra, em qual hotel, show ou cidade do mundo. Tudo é um mistério enquanto você fica tentando adivinhar o que está acontecendo, pois alguns diálogos e brincadeiras não acontecem num contexto bem definido. Visualmente, essa parte documentário do DVD é bem impressionante. Só que a falta de sentido é tão grande que começa a encher a paciência daqueles que não são tão aficionados pelo Slipknot. Desse primeiro DVD, o mais legal são os takes do baterista fazendo seus solos ou ensaiando. O cara mostra que apesar do apelo visual, o Slipknot, pelo menos na bateria, tem um excelente músico.
O DVD 2 é bem mais eclético. Saem os absurdos da edição e entram os momentos mais viscerais, mais “terrenos”. Rola uma entrevista com todos os integrantes, menos com o palhaço, não o palhaço mascarado, mas com o palhaço do Craig Jones (133 ou “Pinhead”), que não proferiu nenhuma palavra. Há também todos os videoclipes do último CD, The Subliminal Verses. Muito legais por sinal. Já a terceira parte é a mais interessante: mais de 30 minutos de shows, nos mais diversos lugares, onde a banda mostra que ao vivo tem uma energia impressionante. Por mais que você não goste dos caras, não dá para negar que eles simplesmente arrebentam em cima do palco. Além do mais, dá pra sacar que as composições novas deram uma mudada, ou amadurecida, em relação às músicas dos trabalhos anteriores. “Pulse of the Magots” e “Duality” são exemplos de boas composições que ao vivo não deixam ninguém ficar parado.
Sem dúvida que é um trabalho de alto nível, com som e imagem excelentes, mas ainda muito certinho para ter uma chamada extremamente exagerada do DVD 1 que diz: “raw, uncut, uncensored”. Em outros DVDs eu já vi coisas bem mais bizarras do que entupir um vaso sanitário de um Hotel. A banda ainda não deixou todas as máscaras caírem por completo.
14/04/2007
Esse deve ser um dos poucos casos em que o material bônus (ou o DVD 2) é melhor do que o DVD principal. Por detrás do visual carregado, de todos os efeitos de luzes e imagens, de toda a excelente edição e tratamento de video, o que mais sobressai é a simplicidade nesse novo DVD do Slipknot, denominado Voliminal – Inside the Nine. Não tão "inside" assim, mas com certeza algumas máscaras, ou melhor, alguns mascarados mostraram que não são somente atrações de circo de “horrores” dentro do Slipknot. E é justamente no DVD 2 que a banda mostra o seu melhor e como evoluiu dentro da sua proposta. Mas vamos começar pelo começo, como diria o profeta.
A parte um de Voliminal traz... Bom, traz um DVD, claro. Mas não é um show, nem simplesmente um documentário. É uma mistura dos dois, para falar a verdade, somado com uma edição muito bem trabalhada. Praticamente quase todos os frames do que é mostrado tem um tratamento visual. Vários filtros são aplicados para deixarem as imagens dessaturadas, borradas, com realces de alguma cor específica e etc. Quase nunca é dito onde a banda se encontra, em qual hotel, show ou cidade do mundo. Tudo é um mistério enquanto você fica tentando adivinhar o que está acontecendo, pois alguns diálogos e brincadeiras não acontecem num contexto bem definido. Visualmente, essa parte documentário do DVD é bem impressionante. Só que a falta de sentido é tão grande que começa a encher a paciência daqueles que não são tão aficionados pelo Slipknot. Desse primeiro DVD, o mais legal são os takes do baterista fazendo seus solos ou ensaiando. O cara mostra que apesar do apelo visual, o Slipknot, pelo menos na bateria, tem um excelente músico.
O DVD 2 é bem mais eclético. Saem os absurdos da edição e entram os momentos mais viscerais, mais “terrenos”. Rola uma entrevista com todos os integrantes, menos com o palhaço, não o palhaço mascarado, mas com o palhaço do Craig Jones (133 ou “Pinhead”), que não proferiu nenhuma palavra. Há também todos os videoclipes do último CD, The Subliminal Verses. Muito legais por sinal. Já a terceira parte é a mais interessante: mais de 30 minutos de shows, nos mais diversos lugares, onde a banda mostra que ao vivo tem uma energia impressionante. Por mais que você não goste dos caras, não dá para negar que eles simplesmente arrebentam em cima do palco. Além do mais, dá pra sacar que as composições novas deram uma mudada, ou amadurecida, em relação às músicas dos trabalhos anteriores. “Pulse of the Magots” e “Duality” são exemplos de boas composições que ao vivo não deixam ninguém ficar parado.
Sem dúvida que é um trabalho de alto nível, com som e imagem excelentes, mas ainda muito certinho para ter uma chamada extremamente exagerada do DVD 1 que diz: “raw, uncut, uncensored”. Em outros DVDs eu já vi coisas bem mais bizarras do que entupir um vaso sanitário de um Hotel. A banda ainda não deixou todas as máscaras caírem por completo.


